domingo, 13 de julho de 2014

A Clareza de um Objetivo Comum a Longo Prazo Pode Ser a Base Para uma Relação Longa e Feliz

Toda relação é marcada por momentos de tensão, durante os quais as desavenças e diferenças se fazem presentes de maneira às vezes muito dolorosa. 
Tais momentos podem levar os casais a decisões precipitadas, términos prematuros, rompimentos desnecessários, caso ambos não estejam imbuídos do motivo real e subjacente que levou àquela união.
Para se conseguir enxergar através da Neblina das emoções inflamadas e finalmente divisar o fator de União que os mantém, é preciso levar em consideração alguns fatores fundamentais:
  1. Manter o respeito mútuo: Por mais que doa, por mais que machuque - e ambos sabem muito precisamente como ferir um ao outro - a escolha cuidadosa das palavras e a manutenção do respeito mútuo é fundamental para que o sentimento não naufrague em meio á violência das paixões que estão em jogo neste momento de crise;
  2. Compreender antes de Defender: O impulso será sempre mais forte no sentido de se defender primeiro, talvez até antes que o outro tenha sequer terminado de expor seu ponto de vista. Respire, silencie... espere que o outro termine - parece interminável, mas confie... vai terminar - comece sua fala com uma síntese do que o outro disse e só então fale de si. Neste ponto, talvez não haja mais tanta vontade de se defender e o entendimento possa começar a acontecer.
  3. Evitar o desprezo: Não é a raiva, não é a agressividade. O sentimento destruidor de qualquer vínculo é o desprezo, pois demonstra que de fato já não há qualquer vínculo! A raiva diz de uma ligação que está sendo ultrajada. A agressividade ou o ressentimento, idem. O desprezo, porém... este diz apenas que já não importa qualquer coisa que a outra pessoa fale ou faça. Nada mais importa... e não há ferida pior que essa. Portanto, demonstrar algum interesse pelo outro só pode fazer bem a ambos. Afinal... vocês não estariam discutindo ou "tendo uma crise" se já não houvesse mais nenhum sentimento alimentando essa relação.
  4. Saber parar: O respeito já foi para o espaço? Impossível tentar compreender antes de se defender? Já entrou naquela fase em que apenas senta, olha para o nada e finge que escuta o que o outro diz? Então tenha a coragem de tomar a iniciativa de dar uma pausa naquela discussão, pedir uma trégua, tirar da cartola alguma bandeira branca para que os dois possam esfriar os ânimos e , quem sabe, retomarem a discussão mais tarde, com mais tranquilidade ou, ao menos, com menor agressividade.
  5. Os outros não precisam saber: Você sabe que vai se arrepender de que seus vizinhos tenham escutado toda a discussão. Você sabe que vai se sentir muito envergonhado ao se encontrar com este vizinho no elevador no outro dia, aquele ar de escárnio enquanto o Térreo nunca chega. Você sabe que vai deixar marcas dolorosamente insuperáveis em suas crianças ao discutir com violência as diferenças do casal na frente delas: insegurança, terror noturno, agitação, agressividade, incapacidade de ficar só são apenas algumas delas. Então... que tal abaixar o tom, buscar um momento e um lugar em que ambos estejam sós, monitorar um ao outro quando a voz estiver alterada. Todos se beneficiarão disso.
Acima de tudo tenham claro para ambos a resposta para estas perguntas: 

O que os mantém unidos? Que marca pretendem ter deixado atrás de si quando tudo finalmente acabar? Qual o motivo desta relação existir?

Pode ser que as respostas não sejam muito bonitas. Pode ser que descubram que aqueles motivos todos do início já não existem mais. Pode ser que percebam que é hora deste caminho se tornar dois. Não importa. O importante aqui é ter clareza de que caminho é este... e se realmente querem trilhá-lo juntos. E então uma grande surpresa pode acontecer e o que parecia ser uma discussão interminável... termina em boas risadas por terem gasto tanta energia em uma diferença que se torna absolutamente desimportante perto da grandeza do projeto que têm juntos.

E então aquele vinho há muito guardado tem a sua vez.


domingo, 29 de junho de 2014

Saiba Como um Simples Sorriso Pode Mudar a Maneira Como Você se Sente

Veja como Paul Ekman, considerado por seus colegas um dos mais influentes Psicólogos do Século XX, descobriu quase acidentalmente o poder de transformação emocional das expressões faciais.


Todos sabemos o quanto os nossos rostos denunciam o estado emocional que estamos vivenciando. Mesmo fazendo esforço para esconder das pessoas a emoção que sentimos, é quase inevitável: algum sinal em nossas sobrancelhas, nos olhos, na boca ou outra região qualquer do rosto irá deixar claro para o observador mais atento de qual emoção se trata.

É quase impossível esconder o que sentimos.


Talvez o mais importante pesquisador das expressões faciais de todos os tempos seja o Dr. Paul Ekman, Professor de Psicologia do Departamento de Psiquiatria da Unversity of California Medical School, em San Francisco, Estados Unidos.
Ekman foi capaz de identificar as 7 emoções humanas universais: raiva, medo, alegria, tristeza, surpresa, aversão e desprezo. As expressões faciais dessas emoções são as mesmas para qualquer ser humano, em qualquer lugar do planeta.
Um resultado surpreendente das pesquisas do Dr. Ekman, porém, surgiu por acaso e de uma maneira muito inusitada, enquanto ele e seu colega Dr. Friesen imitavam expressões faciais para gravação de vídeos em sua pesquisa:

da mesma forma que as emoções são comunicadas em nossos rostos, através das expressões faciais, podemos induzir determinado  sentimento apenas imitando a expressão facial correspondente a ele.


Acompanhe a descoberta pelas próprias palavras do Dr. Ekman:

Verifiquei que, quando fazia determinadas expressões, ficava tomado de fortes sensações emocionais. Isso não acontecia com qualquer expressão, mas com aquelas que já sabia universais. Quando perguntei a Friesen se isso também estava acontecendo com ele, ele relatou que também estava sentindo emoções enquanto fazia algumas das expressões, e elas muitas vezes eram desagradáveis”. (publicado em A Linguagem das Emoções, 2003)

Após ler sobre esta descoberta, uma pergunta ficou insistindo em minha mente:

Será que podemos modificar a emoção que estamos sentindo simplesmente mudando a nossa expressão facial?


Decidi testar esta hipótese. Aprendi os movimentos essenciais para a alegria:
·        aproximar os cantos da boca em direção às orelhas, simetricamente;
·        relaxar a musculatura da testa e das sobrancelhas;
·        aproximar as bochechas dos olhos, de forma que estes fiquem ligeiramente estreitados (este movimento é praticamente involuntário e só é percebido em sorrisos “reais”, mas... não custa tentar!).
De posse desse conhecimento, passei a prestar atenção quando estivesse sentindo alguma emoção incômoda: raiva, stress, frustração etc.  
Assim que percebia algum destes sentimentos, imediatamente fazia a expressão de sorriso.

Inicialmente, a sensação era de ridículo, mas após alguns segundos... a mágica aconteceu! A sensação ruim lentamente foi cedendo, como se eu tivesse tomado alguma medicação. Em cerca de 1 minuto ela havia sido substituída quase integralmente por uma leve sensação de... alegria!


O resultado final é que, em alguns minutos, o sorriso passou a ser verdadeiro! E junto com ele os pensamentos também se tornaram mais leves. Passei a considerar a situação sob outros ângulos, perceber possibilidades... “afinal, isso não é assim tão ruim nem tão importante...”.
O fato é que incorporei esta simples atitude no meu dia a dia e a tenho pesquisado e praticado intensivamente também em meu consultório, com meus clientes, sempre com resultados muito consistentes.
Então, que tal experimentar? Vamos relembrar os passos:
·         Treine a expressão da alegria, como descrita acima (uma outra forma interessante é simplesmente se lembrar de um episódio alegre, de frente para um espelho, aprender os sinais de alegria em seu rosto e repeti-lo);
·         Quando estiver bem treinado na expressão, passe a praticá-la nos momentos em que desejaria estar se sentindo mais alegre;
·         Persista com a expressão por pelo menos um minuto ou dois, acreditando ou não que possa dar certo, mas persista;
·         Então é só colher os resultados.
Pratique! Experimente o poder de transformação desta atitude simples em seu dia a dia e relate sua experiência nos comentários!